ÁREA DO FILIADO

Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado de Alagoas

Notícias

02/05/2017

Na maior greve de sua história, Brasil reafirma defesa de direitos e da democracia

Participação dos trabalhadores em estabelecimento de ensino ganhou destaque nacional

O Brasil realizou, nesta sexta-feira, 28, a maior greve geral de sua história, com paralisações em 25 estados e no Distrito Federal. Destacaram-se os transportes rodoviários, metrô, professores e funcionários de escolas particulares e públicas, petroleiros, bancários, trabalhadores da saúde, servidores públicos e religiosos. Faltaram ao trabalho, foram às ruas e disseram não às reformas do ilegítimo Governo Temer.

Os serviços que não puderam paralisar totalmente, como o setor de saúde, realizaram escalas de trabalho. Em todo o país, dirigentes das mais amplas categorias e setores sociais se revezaram em pronunciamentos, durante os atos políticos, ando para os malefícios das reformas trabalhistas e previdenciária.

“A greve geral é apenas o início de gigantescas atividades de protesto que ocorrerão resistindo aos ataques aos direitos trabalhistas promovido por Temer e seus apoiadores”, anuncia o coordenador-geral da Contee, Gilson Reis. “Nossa categoria teve atuação destacada, dando uma verdadeira aula de cidadania, que ficará marcante na vida de nossos alunos, seus pais, mães e responsáveis”, ponderou. Ele avisa que os professores e técnicos administrativos participarão do movimento Ocupa Brasília, em acampamento na Capital Federal no mês de maio, para pressionar deputados e senadores a votar contra as reformas.

Os meios de comunicação destacaram a paralisação das escolas particulares, de magnitude nunca vista. Resultado da atuação da Contee, que orientou os sindicatos filiados, professores e técnicos administrativos a conversar com os gestores dos estabelecimentos de ensino, alunos, pais, mães e responsáveis sobre a dimensão do ataque aos direitos trabalhistas e a amplitude do movimento. O jornal Folha de S. Paulo noticiou que, na capital paulista, no Colégio São Luiz, após manifestação dos trabalhadores, a diretoria emitiu nota dizendo que “todos desejaríamos que reformas estruturais, como as que estão sendo propostas, não fossem realizadas a toque de caixa, sem o debate qualificado e o envolvimento dos diferentes grupos de interesse. Certamente há famílias insatisfeitas, mas esta é a posição não apenas do colégio, mas de toda a Rede Jesuítica de Educação no Brasil”.

É unânime entre os presidentes das centrais que a dobradinha movimento sindical e amplos setores da sociedade determinou o êxito do protesto. ‘‘A sociedade começa a se manifestar positivamente. Deixa claro o apoio e a solidariedade à greve, porque reconhece o movimento como legítimo e necessário. Reclama que as coisas do jeito que estão não podem ficar”, declarou Adilson Araújo, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) calcula que pelo menos 35 milhões de trabalhadores aderiram ao movimento. “O trabalhador organizado fez greve, quem não está empregado fez greve, a população apoiou e deu o recado de que quer se aposentar antes de morrer e que não concorda em rasgar a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)”, afirmou Vagner Freitas, presidente da CUT.

Para José Calixto, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), “a greve foi excepcional e até surpreendente em algumas pequenas cidades que aderiram”. O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, considerou que a greve demonstrou que os trabalhadores, “através dos seus sindicatos, repudiam as propostas do Governo Temer: ou ele modifica as propostas, ou teremos outro ato deste”. O presidente da União Geral de Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, afirmou que “a ação foi muito forte. A unidade das centrais é para resgatar direitos violados”.

“Agora temos que atuar junto aos senadores”, afirmou Gilson, que participou, na terça-feira, 25, de encontro com os senadores Renan Calheiros e Katia Abreu (PMDB AL e TO), patrocinado, por sugestão da Contee, pelo senador Paulo Paim (PT-RS). “Vamos pressionar os senadores, dialogar mais e melhor com os partidos e consolidar esse movimento para construir uma frente ampla e retomar a articulação política que tire o país desse cenário de instabilidade”, finalizou.

Carlos Pompe, repórter

Veja Fotos da Mobilização dos Trabalhadores em Maceió.